Bronquiolite
Bronquiolite
Frio, humidade, poluição, resfriado, nariz entupido. Praticamente todos os bebês e crianças estão expostos à esse quadro de fatores de risco e sintomas de doenças respiratórias.
As doenças respiratórias são comuns na vida de uma criança até completar seus 2 anos de idade. Vários são os fatores causais, mas vale a pena destacar os principais como:
* os de origem biológica (vírus, bactérias, etc)
* os de origem industrial (fumaça, poeira, agentes químicos, etc)
* os de origem atmosférica (umidade, ventos, temperatura)
* o tabagismo familiar
* a coletividade
* outros fatores (genéticos, alérgicos, etc)
A frequência e a duração dos sintomas podem predispor essas crianças à futuras doenças crônicas como a asma, por exemplo.
Bronquiolite
A bronquiolite viral é a doença respiratória mais comum na primeira infância. E segundo dados bibliográficos (Rodrigues e cols. Doenças Respiratórias. Ed Manole 2008) cerca de 90% das crianças de até 2-3 anos de idade já tiveram algum contato com o vírus que provoca a bronquiolite.
O aparelho respiratório de uma criança, se torna mais susceptível à esta “entrada” de agentes nocivos no interior da árvore respiratória. por diversos fatores:
– físicos (como o tamanho, a extensão, a proximidade entre outras estruturas sensíveis, etc),
– biológicos ( a idade, predisposição à alergias, qualidade do ar, resistência e evolução dos germes responsáveis, a prevalência atual das infecções virais sobre as do tipo bacterianas)
– sociais ( modo de vida, coletividade, etc)
E como agravante, o fato de a qualidade do ar em São Paulo ser muito oscilante e, frequentemente, alcançar picos de poluição elevados, faz com nosso aparelho respiratório esteja exposto constantemente à microorganismos e micropartículas nocivas à integridade da nossa mucosa respiratória, que é protetora. Como consequência, somos bombardeados por esses agentes estranhos que, ao conseguirem entrar em nosso organismo, provocam reações que desencadeiam uma série de eventos inflamatórios, os quais são muito comuns em lactentes e crianças.
Nos bebês o que acontece?
Após o nascimento, a respiração do bebê é unicamente nasal. A respiração bucal não está bem estabelecida até a idade de 3 a 5 meses. Consequentemente, se existe uma congestão nasal, esta afetará a respiração da criança e a sua alimentação pois, ao mamar, a criança continua respirando pelo nariz.
Outro importante fator que será afetado é o sono. Devido à dificuldade para respirar, o bebê não consegue dormir um sono tranquilo e reparador. A irritabilidade é também um dos sinais clínicos bastante presente.
Podemos destacar então as principais funções alteradas e clinicamente visíveis em uma bronquiolite:
* respiração: acelerada / dificuldade para respirar/ esforço respiratório
*alimentação: falta de apetite/ vômitos
*sono: dificuldades para dormir/ interrupção do sono durante a noite/ diminuição da quantidade de horas dormidas
* comportamento: irritabilidade / prostração
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O papel da fisioterapia respiratória
Como falado anteriormente, a bronquiolite é causada em 60 a 75% dos casos por agentes virais, sendo o mais comum o VRS – Vírus sincicial respiratório (dados da OMS).
A doença se inicia com episódios típicos de uma gripe: coriza transparente (secreção no nariz), sibilância (roncos no peito), tosse seca, etc e pode evoluir em 3 a 4 dias para um quadro mais delicado: presença de secreções nasais amareladas e esverdeadas, nariz entupido, dificuldades para respirar, falta de apetite, prostração, alteração no ritmo do sono e irritabilidade e tosse espessa (peito cheio).
Quanto menor a criança menores as chances de ela, por si mesma, conseguir expelir a secreção armazenada nos pulmões. E quanto ao nariz, a secreção nasal não é totalmente retirada somente com algumas gotas de soro no local. ” Uma limpeza nasal correta e eficaz pode promover um conforto incontestável para o paciente e para a família”.
Nesse momento o papel de um fisioterapeuta respiratório pode ser muito benéfico para o paciente pois o fisio ajuda na limpeza correta do nariz, associada às manobras técnicas de limpeza brônquica, favorecendo uma respiração com menos gasto energético e a eliminação dessa secreção dos pulmões. Os resultados clínicos são visíveis logo na primeira sessão e à medida que o tratamento evolui, a criança vai retomando suas energias e saindo desse quadro de prostação e de malnutrição relacionado à doença.
” A fisioterapia respiratória tem como objetivo principal a melhora dos sinais clínicos e da qualidade de vida do paciente”.
A fisioterapia respiratória pode ser aplicada como coadjuvante no tratamento como também de forma preventiva. Evitando assim o agravamento dos sintomas, como também de forma preventiva.


