Vacinar ou não meu filho?

Vacinar ou não meu filho?

Facebook-Cover-720x271 Vacinar ou não meu filho?

 

Excesso de vacinas, desconfiança com suas possíveis reações colaterais e pressão da indústria farmacêutica são alguns dos motivos que levam muitos pais e mães a decidirem não vacinar o filho.

Mas você consegue imaginar um mundo sem vacinas? Essa realidade não é tão antiga assim. Vamos voltar para o século 20. Naquela época, uma em cada cinco crianças morria de alguma doença infecciosa antes de completar 5 anos de idade.

37158418_1981219761902145_6600800224925450240_n Vacinar ou não meu filho? 37250922_1981219791902142_7154906239388876800_n Vacinar ou não meu filho?

Acima você consegue imaginar melhor, são imagens da época em que a poliomielite não tinha vacina.

Essas caixas são os precursores do ventilador/respirador mecânico.

Em 2016, a meta de vacinação contra poliomielite (a paralisia infantil) não foi cumprida por aqui. Imunizamos 86% da população, ante os 95% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Foi a pior taxa de vacinação dos últimos 12 anos. A pólio é considerada erradicada do Brasil desde 1990.

Quando uma parte da população deixa de ser vacinada, criam-se grupos de pessoas suscetíveis, que possibilitam a circulação de agentes infecciosos. Quando eles trafegam e se multiplicam por aí, não afetam apenas aqueles que escolheram deixar de se vacinar, mas também aqueles que não podem ser imunizados, seja porque ainda não têm idade suficiente para entrar no calendário nacional, seja porque sofrem de algum comprometimento imunológico.

Sim, a vacinação dificilmente chega a 100% da população. Mas, quanto maior for o contingente vacinado, maior a proteção conferida inclusive aos não vacinados.

Por essas e outras, a vacinação é algo maior que uma escolha pessoal. Vira assunto de saúde pública. Se você não vacina seu filho de 7 anos, ele pode contrair uma doença e passar para o meu bebê de 6 meses, que ainda não tomou todas as doses necessárias.

Assim, a SUA escolha afeta a vida do MEU filho.

 

Meu pediatra, ou melhor o pediatra do Theo sempre disse que essa história de que a vacina causa Autismo não passa de uma noticia falsa. Esse é um dos mitos mais difundidos sobre vacinas e um dos motivos por essa campanha anti-vacinação

Já que muitas. pessoas estão com essa dúvida eu trouxe um artigo bem recente da Science que fala sobre mitos na vacinação e conta de onde surgiu essa falsa premissa pois já  ouvi muitas pessoas acreditando nesse mito

Curiosamente, o medo das vacinas espalhado pelas redes começou por causa de um médico que nunca foi partidário da causa anti-vacina. Ele apenas queria ficar rico vendendo um imunizante contra o sarampo. Para isso, fraudou um trabalho científico a fim de relacionar a vacina tríplice viral MMR, que protege frente a sarampo, rubéola e caxumba, com o autismo.

A história aconteceu em 1998 e o protagonista foi o médico britânico Andrew Wakefield. Seu estudo, embora tenha sido publicado em um periódico respeitado no meio científico, contava com apenas 12 pacientes e não dispunha de fundamento. Forjando uma relação inexistente, Wakefield afirmava categoricamente que a vacina era a causa do autismo de seus pacientes.

Anos depois, descobriu-se não apenas que a pesquisa era uma fraude, com todos os dados e prontuários alterados, como também o estimado doutor havia sido financiado por um advogado que pretendia lucrar milhões processando os fabricantes da vacina. Ele mesmo tinha ambição de patentear uma nova vacina para substituir a MMR.

Wakefield nunca foi contra imunizantes. Ele só queria emplacar a sua própria solução como arma exclusiva contra o sarampo.

Resultado: o médico foi julgado e considerado culpado de fraude e conspiração na Inglaterra; a revista científica retirou o estudo e se retratou; Wakefield teve sua licença médica cassada e foi demitido do instituto onde atuava.

Espero de verdade que esse texto esclareça as duvidas de algumas pessoas e façam outras pensarem e refletirem.

A responsabilidade de vacinar e de informar-se corretamente é um dever de todos

Referência: Wessel L, Four vaccine myths and where they came from. Science, 2017. 

Créditos para a imagem Saude 4 Kids

 

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