Sobre a chupeta e o Papai Noel

Sobre a chupeta e o Papai Noel

image-94-720x305 Sobre a chupeta e o Papai Noel

Ano passado li um texto muito bom que falava justamente sobre forçar a criança a entregar as chupetas e a mamadeira  ao Papai Noel. Por ver tantas mamães questionando o “dar” ou não a chupeta e a mamadeira para o Papai Noel, resolvi compartilhar o mesmo pois é de grande “necessidade” e importância para compreender como é esse processo e suas consequências.

Theo deu a chupeta para o Papai Noel, mas esse processo não foi forçado e ele estava ciente do que queria. Ele entregou e pediu a mesma 1 vez( durante a noite….mas lembrou que tinha dado e dormiu novamente)

Somos diferentes com maturidade e personalidade únicas, por isso leiam o texto abaixo e tomem suas decisões baseadas em conhecimento e nunca em  “achismos”

 

Beijos

Adri

 

image207-300x225 Sobre a chupeta e o Papai Noel

 

O texto foi escrito pela especialista Andreia Stankiewicz
“Não forcem as crianças a entregarem suas chupetas e mamadeiras para o Papai Noel. Todos sabem do nosso trabalho e luta para levar as descobertas científicas/conhecimento profissional às famílias e conscientizá-las do quanto os bicos artificiais são nocivos ao desenvolvimento. Mas promover uma remoção abrupta antes que a criança esteja preparada psicologicamente para superar adequadamente sua fase oral pode agravar ainda mais o problema. Não se iludam pensando que serão apenas alguns dias de choro e pronto – problema resolvido. Nossa sociedade, imediatista e superficial por essência, ainda tem dificuldade em relacionar causas x consequências deste tipo de atitude. Pode, sim, ser na verdade o início de um verdadeiro trauma que repercutirá por toda a vida do indivíduo, embora aparentemente as crianças se mostrem conformadas com a situação.

Então, fiquem atentos! A remoção de qualquer hábito deve ser feita com muito cuidado, carinho, paciência e respeito pelos sentimentos da criança. Não existe uma idade certa: o que existe é o tempo de cada um. Portanto, observem suas reações e tenham sensibilidade e informação suficientes para voltar atrás sempre que perceberem ser necessário. Se for o caso, busquem ajuda profissional. Mas evitem as chantagens, coações, ameaças, ridicularizações, substituições, barganhas, mentiras…. porque a fase oral é um período do desenvolvimento muito vulnerável e o apego emocional que tais objetos geram determinam bases fundamentais da personalidade e saúde física/psíquica do indivíduo no futuro.

Os bicos artificias não são considerados muitas vezes aliados dos pais no início da vida do bebê? Então considerem que com o tempo eles se tornam também aliados das crianças para superarem suas dificuldades, medos, angústias, inseguranças, dores, carências, entre outros. Como se sentirão sendo privadas de seu porto seguro repentinamente? Pensem nisso. Vamos construir com nossos filhos uma relação de compreensão, confiança, respeito, diálogo e verdade em todos os momentos. Contem comigo/conosco (VIVAVITA – Odontologia e Saúde) se precisarem, ok?! ;*

Um Feliz Natal para todos, onde o Amor, o Respeito, a Consciência e a Paz prevaleçam em toda a sua plenitude.”

E para finalizar essa menção ficou mais que perfeita…..

“Vale a pena refletir sobre as razões que levam os adultos a se irritarem tanto quando as crianças chupam chupeta ou o próprio dedo. Fustigam, ameaçam as crianças: “Não ponha o dedo na boca”, “Largue a chupeta”, “Você já é grandinho”. (…) Segundo a visão autoritária dos adultos, é possível suprimir a chupeta, (…) mas essa atitude não leva a criança a se livrar de sua necessidade de sugar, ainda não superada. Cada etapa que é vivida plenamente, termina plenamente e evolui para outros interesses. Caso contrário, as necessidades não satisfeitas se deslocam e depois ficamos sem compreender a que falhas estão relacionadas. Por exemplo, vícios como o de fumar, a compulsão de comer, a dedicação insana ao trabalho ou os ciúmes desmedidos em certas relações afetivas nas quais “sugamos”, desesperadamente, à procura do prazer – sem, no entanto, conseguir encontrá-lo por meio dessa reparação ilusória, uma vez que se trata de uma transferência inconsciente e tardia de necessidades básicas que não foram satisfeitas. É preciso, simplesmente, deixar que a criança chupe tranquila [até não mais precisar]. Porque é apenas uma criança.” Laura Gutman, psicoterapeuta argentina.