Henri Matisse – Fauvismo
Aprendendo mais sobre as obras e vida de Henri Matisse

Henri Matisse (1869-1954) foi um pintor, desenhista, gravurista e escultor francês. Sua obra é considerada uma das expressões mais significativa da arte de vanguarda. Foi um dos fundadores do “Fauvismo” – o primeiro movimento moderno do século XX. (tinha como característica principal o uso exagerado de cores forte e teor dramático nas obras)

Quando estava se recuperarando de uma doença, com 20 anos, Matisse recebeu um estojo de pintura da sua mãe. Esse momento marcou o início da sua carreira artística.
Do momento em que eu tive uma caixa de tintas em minhas mãos em diante, eu sabia que era aquela a minha vida”, disse Henri Matisse
Formou-se em Direito, em 1887, mas não exerceu a função pois achava as leis um assunto um tanto entediante. Aos 22 anos, mudou-se para Paris para estudar arte

Fauvismo
Depois de anos de estudos, de 1900 a 1905 participou da mostra Salão dos Independentes e Salão de Outono, em Paris, e integrou o grupo dos pintores fauvistas que se caracterizava pela simplificação das formas, o uso das cores de forma aleatória e que não correspondiam à realidade, redução do nível de graduação das cores sem nuances, até o uso da cor pura, sem misturas.
Após sofrer uma nova operação cirúrgica em 1941, com a impossibilidade de pintar, Matisse resolveu recorrer a um novo estilo, empregou a técnica de collage ou decoupage. A cirurgia traumática, foi em decorrência de um cancer, o que obrigou o artista a usar cadeira de rodas.
Nos últimos anos de vida, entre 1948 e 1951, Henri Matisse dedicou-se a construção de uma Igreja, a Capela do Rosário – Chapelle du Rosaire -, em Vence, França. O trabalho foi proposto pela Irmã Jacques, que cuidava do artista durante um período de doença.




Matisse, que gostava muito da irmã Jacques, aceitou o desafio, e mesmo com a saúde bastante debilitada, encarregou-se pessoalmente do projeto de construção, mobiliário e decoração da capela.
Ao invés de imagens tradicionais, Matisse realizou desenhos – muitos deles feitos diretamente da cama, com um pincel amarrado a uma vara de bambu. Depois, essas imagens foram transportadas em tinta esmalte preta para azulejos brancos. O jogo de luzes proveniente dos vitrais verdes, azuis e amarelos iluminam estes azulejos, vibrando em tons elementares, e dando a um espaço limitado a ideia de imensidão.





Matisse nunca parou de pintar, mesmo quando estava enfermo e de cama. Ele fixava lascas de carvão na extremidade de varas e rabiscava as paredes da suíte do hotel Régina, em Nice, onde estava hospedado.

“DESENHAR COM A TESOURA, RECORTAR AS CORES VIVAS, LEMBRA-ME O TRABALHO DIRETO DOS ESCULTORES… UMA TESOURA É UM INSTRUMENTO MARAVILHOSO E O PAPEL QUE USO PARA OS MEUS RECORTES É MAGNÍFICO… TRABALHAR COM A TESOURA NESTE PAPEL É UMA OCUPAÇÃO NA QUAL ME POSSO PERDER… O MEU PRAZER PELO RECORTE AUMENTA A CADA DIA QUE PASSA! POR QUE É QUE NÃO PENSEI NISTO ANTES? CADA VEZ ME CONVENÇO MAIS DE QUE COM UM SIMPLES RECORTE SE PODE EXPRESSAR AS MESMAS COISAS DO QUE COM O DESENHO E A PINTURA…“ (HENRI MATISSE EM “ESCRITOS E PENSAMENTOS SOBRE ARTE”)
E vamos a atividade:
A técnica utilizada será a colagem. Faremos um lindo marcador de livros com recorte inspirados nas obras de Matisse








